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Desfibriladores Lumax 540 - O padrão de Terapia do Futuro

Autores: Biotronik

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Neste artigo, serão apresentados em detalhe, dois recursos disponíveis nos dispositivos da família Lumax 540, de Cardioversor Desfibriladores Implantáveis (CDIs).




Esta função assegura detecção precisa das arritmias através do ajuste de vários parâmetros de sensibilidade do gerador, de acordo com as características individuais de cada paciente. Nenhum outro CDI no mercado brasileiro oferece tal flexibilidade no ajuste da sensibilidade do dispositivo.

Sensibilidade

O gerador analisa a frequência cardíaca de maneira contínua, visando discriminar uma taquiarritmia e aplicar a terapia adequada quando necessário. Desta forma, as ondas P e R, detectadas respectivamente pelo eletrodo atrial e ventricular são classificadas batimento a batimento. O gerador utiliza vários critérios para determinar se uma arritmia deve ou não ser tratada.

Controle Automático de Sensibilidade

Os filtros do circuito de entrada, são ajustados para reconhecer ou detectar todos os sinais elétricos intrínsecos, sejam ritmo sinusal, flutter / fibrilação atrial e fibrilação / taquicardia ventricular. As interferências externas são automaticamente suprimidas do sinal detectado. As sensibilidades do átrio, ventrículo esquerdo e direito, podem ser ajustadas separadamente. O ajuste nominal (padrão) é adequado para a maioria dos casos. Caso se observe que a programação padrão de sensibilidade não atende as características do paciente, um ajuste fino pode ser realizado, acessando os detalhes da função sensibilidade. A figura abaixo ilustra graficamente o princípio de funcionamento deste controle automático da sensibilidade.




Principio de funcionamento

O controle automático de sensibilidade utiliza o princípio de limiares dinâmicos, ou seja, a sensibilidade do CDI sofre alteração no decorrer do tempo, e nos CDIs da Biotronik utilizam-se 2 patamares de limiares de sensibilidade. Faz-se necessário esta variação da sensibilidade, porque o CDI deve ser capaz de detectar as ondas fibrilatórias numa FV, e ao mesmo tempo não detectar a onda T do paciente. Estes 2 patamares de limiar de sensibilidade são: limiar de sensibilidade superior ("upper threshold" - UTR ), é calculado para 50% da amplitude da onda R medida e o limiar de sensibilidade inferior ("lower threshold" - LTR), é calculado para 25% da mesma onda R. Supondo uma onda R com amplitude total de 10 mV, o UTR é ajustado para 5 mV, permanecendo neste patamar por 360 ms (período de blanking da onda T), em seguida o outro patamar LTR é ajustado para 2,5 mV. A fim de tornar o CDI mais sensível no decorrer do tempo, após o período de 200 ms da detecção da onda R, o UTR é gradualmente reduzido, aumentando assim a sensibilidade gradualmente. Esta redução também se aplica ao LTR, aumentando sua sensibilidade, de modo a identificar com segurança um evento subsequente de fibrilação, ventricular de baixa amplitude. Toda esta sistemática (medição da onda R; cálculo dos UTR e LTR; período de blanking de onda T), é repetida a cada batimento cardíaco. O valor de máxima sensibilidade (correspondente ao menor valor numérico) é utilizado para evitar que sinais de amplitude muito pequena, como interferência externa, por exemplo, sejam reconhecidos indevidamente pelo gerador.

Ajustes

Para a realidade clínica, estão disponíveis três ajustes pré-definidos, para as situações mais comuns:

  • Standard
  • Enhanced T wave suppression
  • Enhanced VF sensitivity


  • Standard Esta opção é recomendada para pacientes que apresentem onda R com amplitude maior que 5 mV, medida durante o implante.

    Enhanced T wave suppression Este ajuste, apresenta maior poder de supressão da onda T, por alterar a frequência de corte de um dos três filtros presentes no circuito de entrada. Ao mesmo tempo, o UTR é alterado para 75%, tornando o gerador menos sensível, durante o período de blanking da onda T. A duração da supressão da onda T, pode também ser estendida de 360 ms para 400 ms, principalmente nos pacientes que apresentem síndrome do QT longo. Esta opção não é recomendada para os casos de ritmo sinusal com sinais de baixa amplitude (R < 3 mV) ou fibrilação ventricular que apresente grande flutuação na amplitude do sinal, pois amplitudes de onda R muito pequenas podem ser suprimidas devido ao uso de filtragem mais resistiva.

    Enhanced VF sensitivity Neste caso, busca-se melhorar a deteção da FV, especialmente nos casos de grande flutuação na amplitude dos sinais, durante a fibrilação. Este ajuste é recomendado caso o tempo de deteção da FV, exceda de 5 a 6 segundos, correspondendo a falhas intermitentes no canal de marcas. O aumento da sensibilidade é alcançado reduzindo o período de blanking da onda T e acelerando a taxa de aumento da sensibilidade (redução numérica do valor) quando comparado à programação padrão ("standard"). Esta opção não é indicada para pacientes que apresentem ondas T "gigantes".

    Free Esta opção é reservada para as situações em que não é possível assegurar o reconhecimento correto da taquiarritmia utilizando as programações pré-definidas existentes. Todas as funções relativas aos filtros, modos de retificação, parâmetros relativos a tempo e limiares, podem ser alteradas. Entretanto, trata-se de uma opção que requer a consulta de um especialista técnico Biotronik para o acesso e programação.






    O algoritmo SMART assegura a discriminação correta entre uma taquicardia supra-ventricular e uma taquicardia ventricular devido a sua sensibilidade de 100% e especificidade de 93%.

    O algoritmo de detecção SMART avalia o ritmo atrial e ventricular, para diferenciar entre taquicardias ventriculares e taquiarritmias supraventriculares. A classificação do ritmo cardíaco é baseada na medição de vários parâmetros para a tomada de decisão do dispositivo:

  • Frequência atrial e ventricular;
  • Estabilidade da frequência (A e V);
  • Estabilidade da do intervalo PR;
  • Multiplicidade (relação numérica das frequências atrial e ventricular);
  • Estabilidade da condução AV;
  • Aumento súbito da frequência ventricular;


  • Escopo do algoritmo

    O algoritmo SMART está disponível nas duas zonas de taquicardia ventriculares disponíveis para programação (VT1 e VT2). Caso um ritmo ventricular atenda os critérios de frequência de VT1 ou VT2, então o algoritmo SMART é acionado, comparando continuamente os intervalos atriais e ventriculares. Se o algoritmo julgar que a taquicardia em curso tem origem atrial, então as terapias não são deflagradas. Caso contrário, se a arritmia preenche todos os critérios de TV, as terapias são liberadas.

    Concluímos desta forma que os CDIs Lumax 540 possuem não só tecnologia avançada, mas também algoritmos sofisticados que permitem o correto reconhecimento e discriminação das diversas e complexas taquiarritmias que seu paciente pode apresentar.



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