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Artigo Original Páginas 144 a 150

Benefícios tardios do uso de marcapasso no tratamento da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva

Autores: Mario Augusto Cray da Costa1; Elise Souza dos Santos Reis2; Ewelyn Adriane Chaves de Araújo3; Gabriela Cordeiro da Costa4; Ricardo Zanetti Gomes5; Marcelo Derbly Schafranski6

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Descritores: Miocardiopatia Hipertrófica Obstrutiva, Marcapasso

RESUMO:
OBJETIVO: Avaliar os resultados tardios do uso de marcapasso (MP) em pacientes portadores de miocardiopatia hipertrófica obstrutiva (MHO), sintomáticos e refratários ao tratamento medicamentoso.
MÉTODO: Foram avaliados 10 pacientes portadores de MHO, refratários ao tratamento com betabloqueador e/ou verapamil, submetidos a implante de MP de dupla-câmara (DDD). Os pacientes foram acompanhados por um período médio de 4,5 anos após o implante. Foram comparados os dados clínicos (classe funcional, presença de síncope ou tontura e dor precordial) e os gradientes de pressão máximos na via de saída do VE pelo ecocardiograma, no pré-implante, na consulta entre três e seis meses e na consulta atual. Os dados clínicos foram confirmados por teste ergométrico realizado na última avaliação clínica.
RESULTADOS: Não houve mortalidade e sim melhora significativa (p=0,0233) da classe funcional após o implante, que persistiu até a última avaliação, bem como desaparecimento de dor precordial e tontura, estatisticamente significativo para tontura (p=0,0412). O gradiente máximo na via de saída do VE foi 90,6 mmHg no pré-implante, 19 com três e seis meses e 13 no exame atual (p=0,00001). Houve correlação entre a classe funcional avaliada clinicamente e pelo teste ergométrico.
CONCLUSÃO: Ocorreu melhora significativa da classe funcional e desaparecimento dos sintomas de dor precordial e tontura, bem como redução significativa do gradiente na via de saída do VE, que persistiu no seguimento tardio, mostrando que o uso de MP DDD foi uma opção terapêutica segura e resolutiva em longo prazo na amostra estudada.

Copyright 2014 DECA Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da SBCCV GN1
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